A superfície de ataque é um dos maiores desafios da segurança cibernética moderna

Com o aumento da digitalização e da interconexão, as empresas estão cada vez mais expostas a ataques cibernéticos. Os cibercriminosos exploram vulnerabilidades em softwares, hardware, redes e configurações para obter acesso a dados confidenciais e causar danos às empresas. O gerenciamento da superfície de ataque (ASM) é um processo essencial para proteger sua empresa contra ciberataques. Além disso, o ASM envolve a identificação, avaliação e mitigação de riscos em sua superfície de ataque, oferecendo assim, uma camada crucial de defesa no combate à crescente ameaça dos ataques cibernéticos.

O que é Superfície de Ataque

A superfície de ataque é a soma de todos os pontos vulneráveis em um sistema ou rede que podem ser explorados por um invasor. Ela se expande com a crescente complexidade das operações digitais, abrangendo desde ameaças digitais tradicionais até vulnerabilidades físicas e da cadeia de suprimentos.

Entender a superfície de ataque é essencial para qualquer estratégia de segurança cibernética. No entanto, ao não saberem quais partes de uma operação estão expostas, organizações tornam-se cegas a pontos fracos que invasores podem explorar facilmente, colocando dados confidenciais e a própria empresa em risco.

Tipos de Superfície de Ataque

A superfície de ataque é multifacetada, abrangendo desde vulnerabilidades digitais padrão até cenários físicos altamente específicos. Portanto, vamos examinar as diferentes categorias da superfície de ataque:

Digital

  • Softwares e Hardwares: Vulnerabilidades em softwares, sistemas operacionais e hardwares podem ser exploradas para ataques de ransomware, malware, phishing e outros.
  • Redes e Pessoas: Configurações de rede incorretas e ações imprudentes de usuários podem abrir portas para invasores.

Física

  • Acesso Físico a Dispositivos: Roubo ou acesso físico a dispositivos pode levar à extração de dados confidenciais.
  • Engenharia Social: Manipulação de colaboradores pode fornecer aos invasores acesso a informações ou sistemas.

Cadeia de Suprimentos

Vulnerabilidades em Fornecedores: Explorar vulnerabilidades em fornecedores permite que atacantes direcionados alcancem alvos mais valiosos na cadeia de suprimentos.

Estratégias para Reduzir a Superfície de Ataque

Uma vez que compreendemos a extensão da superfície de ataque, o próximo passo é reduzi-la. Isso pode ser alcançado através de diversas estratégias e abordagens.

1.    Implementar Medidas de Segurança

Desde firewalls e sistemas de detecção de intrusão (IDS) até políticas de segurança que governam o comportamento dos usuários podem ser implementadas para fechar as brechas.

2.    Atualizar Software e Hardware

A maioria das vulnerabilidades são falhas conhecidas que têm correções disponíveis. Corrija as vulnerabilidades conhecidas para evitar que sejam exploradas por invasores.

3.    Educação de Usuários

Treine regularmente os colaboradores sobre práticas seguras de navegação e uso de dados para prevenir ataques de engenharia social.

4.    Minimizar a Exposição

Quanto menos dados expostos, menos pontos para um invasor visar. Limite o acesso a informações confidenciais e reduza a quantidade de dados armazenados para diminuir os riscos.

5.    Monitoramento Contínuo

A superfície de ataque é dinâmica, mudando com a evolução das operações. Monitore a rede e os sistemas para identificar atividades suspeitas e detectar ataques em tempo hábil.

Leia também: Entendendo os vetores de ataque em segurança da informação

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Gerenciamento Proativo

O gerenciamento de superfície de ataque (ASM) é um processo crucial para proteger a organização. Ele se baseia na visão e abordagem de um hacker, buscando identificar e monitorar continuamente os ativos e vulnerabilidades que podem ser explorados em um ataque. Esse processo envolve:

  • Descoberta, inventário e monitoramento contínuo de ativos: O ASM inicia com um inventário completo e atualizado de todos os ativos de TI da organização, incluindo recursos locais e na nuvem. Essa descoberta vai além dos ativos conhecidos, buscando identificar Shadow IT, TI órfã, TI invasora e outros que podem ser explorados por hackers.

  • Análise, avaliação de risco e priorização: As tecnologias de ASM classificam os ativos de acordo com suas vulnerabilidades e riscos de segurança, definindo as prioridades para resposta a ameaças e remediação.

  • Redução da superfície de ataque e remediação: As equipes de segurança podem aplicar diversas ações para reduzir a superfície de ataque, como impor senhas mais fortes, desativar aplicativos e dispositivos ociosos, aplicar patches, treinar usuários contra phishing, implementar controles de acesso biométrico e revisar políticas de segurança.

  • Medidas de segurança estruturais: O ASM também pode levar à adoção de medidas de segurança mais estruturais, como autenticação de dois ou múltiplos fatores, e uma abordagem de segurança de zero trust.

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A segurança cibernética não é estática – ela exige contínua adaptação e aprimoramento. Por isso, mantenha-se sempre informado sobre as novas ameaças e práticas recomendadas para proteger o seu negócio. Solicite agora mesmo uma análise de vulnerabilidade do seu ambiente de TI. 

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